A leishmaniose é uma doença grave que afeta principalmente os cães, podendo também afetar os gatos e humanos, que continua a representar um risco significativo em vários países do sul da Europa, incluindo Portugal. Transmitida pela picada de um inseto conhecido como flebótomo, esta doença pode comprometer diferentes órgãos e ter consequências sérias para a saúde do animal.
Por isso, a prevenção assume um papel fundamental — e a vacina da leishmaniose é uma das ferramentas mais importantes nessa proteção.
A vacinação ajuda a reduzir o risco de desenvolvimento da doença e é normalmente recomendada para cães que vivem ou frequentam zonas onde a leishmaniose está presente. Antes da administração da vacina, é necessário realizar um teste para confirmar que o animal não está infetado, já que a vacina é indicada apenas para cães saudáveis e negativos para leishmaniose. Isto é particularmente importante em gatos, já que a vacina não está licenciada para esta espécie.
Embora a vacina aumente significativamente a proteção, é importante perceber que não substitui outras medidas preventivas. A utilização de coleiras repelentes, pipetas ou outros produtos antiparasitários continua a ser essencial para reduzir o contacto com o inseto transmissor.
Os sintomas da leishmaniose podem surgir lentamente e, muitas vezes, passam despercebidos numa fase inicial. Perda de peso, queda de pelo, alterações cutâneas, crescimento exagerado das unhas e falta de energia são alguns dos sinais mais comuns. Em casos mais avançados, a doença pode afetar órgãos como os rins.
A prevenção é, por isso, a melhor abordagem. Para além da vacinação e da proteção antiparasitária, evitar passeios ao amanhecer e ao final do dia — períodos de maior atividade do flebótomo — pode ajudar a reduzir o risco de exposição.
Falar com o médico veterinário é essencial para definir o plano de prevenção mais adequado ao estilo de vida e à zona onde o animal vive.